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O legado de Lina Bo Bard

Lina Bo Bard foi uma arquiteta nascida na Itália, mas que fez sua carreira no Brasil. Ela estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma durante a década de 1930 mas mudou-se para Milão, onde trabalhou para Giò Ponti, editor da revista Domus.

Entre suas obras mais famosas estão o SESC Pompéia e o Museu de Arte de São Paulo (MASP), conhecido não apenas por ser um espaço que abriga exposições fechadas, mas também por seu enorme vão livre, que serve como um espaço de respiro entre os paredões de concreto que formam a Av. Paulista.

Em filme de 1972, Lina fala sobre o Masp: “[...] minha preocupação básica foi a de fazer uma arquitetura feia, uma arquitetura que não fosse uma arquitetura formal, embora tenha ainda, infelizmente, problemas formais. Uma arquitetura ruim e com espaços livres que pudessem ser criados pela coletividade. Assim nasceu o grande belvedere do museu, com a escadinha pequena. A escadinha não é uma escadaria áulica, mas uma escadinha-tribuna que pode ser transformada em um palanque. Eu quis fazer um projeto ruim. Isto é, feio formalmente e arquitetonicamente, mas que fosse um espaço aproveitável, que fosse uma coisa aproveitada pelos homens”.

Recentemente, a obra de Lina Bo Bard foi centro de uma polêmica: o curador do MASP, Teixeira Coelho, pediu a instalação de grades no museu. O pedido foi negado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional, que considerou mais importante preservar o legado da arquiteta que pensou em uma cidade com espaços públicos e abertos para a convivência.